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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Arthur Virgílio diz que lockdown pode terminar em ‘tiro e morte’

Equipe BR Político

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Contrário ao lockdown, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio (PSDB), afirma que a medida só deve ser adotada na cidade em “ultimíssimo grau”, pois poderia causar “grande rebeldia popular”. No início da semana, o Ministério Público entrou com uma ação civil pública pedindo que a Prefeitura de Manaus e o governo do Estado decretassem lockdown.

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto. Foto: Dida Sampaio/Estadão

“Então, joga uma pedra em alguém, começa um tiroteio com bala de borracha, que pode cegar alguém, começa a reação das pessoas, que vivem uma situação de desespero. Algo que termina dando em tiro, dando em morte. Eu acho que é uma medida que deve ser tomada em ultimíssimo grau, assim como nós fazemos com a entubação. Último grau”, disse em entrevista à BBC Brasil.

Na avaliação do tucano o bloqueio total à circulação de pessoas poderia causa uma espécie de convulsão social. “Eu queria ter certeza de que não, para poder apoiar o lockdown. Eu falei com todas as pessoas importantes nesse episódio do lockdown e não encontrei segurança nenhuma. Nenhuma. Ninguém seguro que este é o melhor caminho. Eu encontrei pessoas que dizem que nós não temos instrumentos de repressão para sequer reprimir de verdade uma rebeldia popular de grandes proporções. Então, eu olho com responsabilidade o lockdown. O MP sugeriu, sugeriu. Vamos analisar, fazer uma teleconferência e discutir. Mas, eu não posso declarar um lockdown sem ter absoluta segurança de que preciso dele como a gente usa um respirador. A gente usa o respirador mecânico só quando a gente acha que a pessoa vai morrer”, disse.

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