Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Artigos condenam retórica de Bolsonaro

Vera Magalhães

Nos jornais, se multiplicam artigos de advogados, cientistas políticos e jornalistas condenando a escalada autoritária da retórica de Jair Bolsonaro, tendo o episódio da ofensa à jornalista Patricia Campos Mello como mote.

Na Folha, o advogado criminalista Luiz Francisco Carvalho Filho lembra um episódio de divulgação de um jornal falso atribuído à Igreja Católica em 1982, com apoio da linha-dura da ditadura que ainda agonizada, para mostrar que a tática de usar fake news contra a democracia não é um fenômeno novo, apenas ganhou escala com as redes sociais.

No mesmo jornal, Mario Sergio Conti chama a atitude de Bolsonaro de “sem-vergonhice agressiva” em sua coluna. “Lá veio ele. De terno xexelento e gravata brega. Erguendo os polegares a troco de nada. Articulando aos trancos e barrancos sujeito, verbo e predicado. Arreganhando os dentes numa risada maníaca. Ostentando a papada e o pescoção obscenos para os celulares da claque”, escreve, descrevendo a cena em que o presidente insultou a repórter.

Em seu blog no Globo, Bernardo Mello Franco entrevista o ex-ministro da Justiça José Carlos Dias, que preside a Comissão Arns, criada há um ano para zelar pelos direitos humanos, e que prevê “dias difíceis” para a democracia brasileira.