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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

As companhias fundamentalistas de Eduardo nos EUA

Equipe BR Político

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O deputado Eduardo Bolsonaro escolheu a dedo suas companhias nos Estados Unidos na semana passada da cumbuca da extrema-direita, todas elas com interesse na popularização do acesso a armas de fogo. São conhecidos pelo uso de teorias conspiratórias contra adversários e por campanhas eleitorais respaldadas por apoiadores racistas e radicais nacionalistas. Só na agenda Republicanos pela Renovação Nacional, de apoio ao presidente Donald Trump, ele não perdeu a chance de estar com Corey Stewart, um trumpista da Virgínia que concorreu ao Senado, em 2018, e teve como um de seus mais emblemáticos apoiadores o militante Jason Kessler, organizador da manifestação “Unir a Direita”, que reuniu “supremacistas brancos” e neonazistas com bandeiras de suásticas em Charlottesville, em 2017.

Convocado para defender a permanência de uma estátua do controverso general Robert Lee no centro da cidade, o ato terminou com um dos manifestantes jogando o carro contra o grupo que queria a retirada da imagem. Aliado de Stewart, Kessler chegou a se referir à vítima como uma “comunista gorda e nojenta”. Com forte agenda anti-imigração, Stewart – que fez palestras com Eduardo no evento – é visto com ressalvas até no meio republicano. Um dos que estiveram ao lado do brasileiro na mesa de debates foi o jovem deputado sueco Tobias Andersson, de 23 anos. O parlamentar provocou polêmica na Inglaterra ao dizer, em evento com conservadores ingleses, que não havia viajado ao país para roubar, ocupar casas ou atacar mulheres, porque estrangeiros já faziam aquilo.

Ele também deu entrevista ao responsável por um site que já foi banido de plataformas como Google, Facebook e Spotify por ter conteúdo considerado de ódio.

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