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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Assessor de Bolsonaro pede ‘engajamento popular’ contra ‘podridão’

Alexandra Martins

O assessor de Assuntos Internacionais da Presidência, Filipe G. Martins, voltou novamente sua artilharia de cunho medieval contra o “establishment” ao defender pelo Twitter nesta madrugada, 18, que o presidente da República “exponha a podridão do sistema e peça mais engajamento popular”. Numa sequência de 11 tuítes, coroado com o lema em latim “Deus Audaces Sequitur (A sorte acompanha os audazes), Filipe afirma que “os donos do poder” optaram em investir “na mentira, inventando um tal bolsonarismo, suposta ameaça à democracia”. Diz ainda que “o feitiço foi quebrado e essa estratégia (de ataque) só funciona com pessoas fracas”.

Invoca também “a eterna vigilância” como “condição que, quando descumprida, tem na servidão, ao mesmo tempo, a consequência de seu crime e a punição de sua culpa”. Essa frase, já atribuída ao ex-presidente norte-americano Thomas Jefferson, foi usada por vários teóricos políticos em contextos abolicionistas no século 19. “Todo o mundo já ouviu que o Brasil só dará certo quando os brasileiros compreenderem que não devem participar da política somente de 4 em 4 anos e que é necessário manter os políticos sob constante vigilância, cobrando-os a cada decisão. O que há de autoritário nessa velha idéia?”, questiona Martins, tangenciando o aval dado por Jair Bolsonaro à mensagem de internet reproduzida a aliados em grupos de WhatsApp sobre uma suposta desconstrução das instituições democráticas pelo “sistema” que “claramente” deixariam o País “ingovernável”. “A continuar tudo como está, as corporações vão comandar o governo Bolsonaro na marra”  e, “na hipótese mais provável”, diz o texto, “o governo será desidratado até morrer de inanição, com vitória para as corporações”, afirma o autor da mensagem endossada pelo presidente.

 

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