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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Associação de Funcionários do Banco Mundial contra Weintraub

Equipe BR Político

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A nomeação do ex-ministro Abraham Weintraub em diretoria do Banco Mundial encontrou um novo obstáculo com a carta que a Associação de Funcionários do Banco Mundial (WBG Staff Association) enviou nesta quarta-feira, 24, ao Comitê de Ética da instituição pedindo uma investigação sobre o ex-titular do Ministério da Educação. O grupo quer que a nomeação do brasileiro para assumir uma diretoria executiva do banco fique suspensa até a conclusão dessa investigação, informa o Estadão.

Abraham Weintraub ex-ministro da Educação.

Abraham Weintraub ex-ministro da Educação. Foto: Dida Sampaio/Estadão

O pedido de reavaliação cita as declarações de caráter racista do ex-ministro sobre a China, sobre as quais ele é alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal, e as ameaças contra ministros do STF. “O Banco Mundial acaba de assumir uma posição moral clara para eliminar o racismo em nossa instituição. Isso significa um compromisso de todos os funcionários e membros do Conselho de expor o racismo onde quer que o vejamos. Confiamos que o Comitê de Ética compartilhe dessa visão e faremos tudo ao alcance para aplicá-lá”, afirma a associação de funcionários.

Na carta, os funcionários afirmam que, “de acordo com múltiplas fontes, o senhor Weintraub publicou um tuíte de carga racial, ridicularizando o sotaque chinês e culpando a China pela covid-19, e acusando os chineses de ‘dominação mundial’; levando a Suprema Corte a abrir uma investigação por crime de racismo”.