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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Veja os ataques de Bolsonaro e aliados já feitos à ONU

Equipe BR Político

A poucas horas da abertura de sua 74ª Assembleia-Geral, a ONU nunca esteve na lista de entidades preferidas do presidente Jair Bolsonaro. Em passado recente, a entidade foi alvo de suas várias críticas, bem como de um dos filhos e aliados.

O presidente da República, Jair Bolsonaro

O presidente da República, Jair Bolsonaro. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Com os olhos do mundo voltados para o mandatário brasileiro, após ser contestado pela comunidade internacional ainda neste mês pelo desmatamento na Amazônia, o BRPolítico levantou alguns momentos de ataque explícito de Bolsonaro à ONU. O mais recente deles foi direcionado à comissária de Direitos Humanos da entidade, Michelle Bachelet, afirmando que a ex-presidente do Chile estaria se “intrometendo” na soberania brasileira após ela dizer que o Brasil sofre com uma “redução do espaço democrático” em razão da violência.

Em agosto de 2018, o então candidato à Presidência afirmou que tiraria o Brasil do colegiado caso eleito após o conselho se colocar a favor da participação do ex-presidente Lula na disputa presidencial. Na ocasião, Bolsonaro também criticou a oposição da ONU em relação a Israel. Dois meses antes, ele comemorara a saída dos EUA do conselho.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) também compartilha o mesmo sentimento de repulsa à entidade. O filho 03 do presidente da República, indicado por Bolsonaro para ocupar o cargo de embaixador do Brasil no EUA, já afirmou que a organização dificilmente tomaria alguma atitude contra o governo de Nicolás Maduro, pois pregava a igualdade “igual ao socialismo”, além de afirmar que a organização usava a “estratégia” do aquecimento global para igualar as nações.

Eduardo, que acompanha o pai na comitiva à sede da ONU, também criticou Bachelet na ocasião em que ela entrou em rota de colisão com Bolsonaro. Em seu Twitter, o deputado federal compartilhou uma notícia de que a comissária teria tido seu nome citado na operação Lava Jato, afirmando que o Brasil necessitava apenas do dinheiro que a chilena havia “roubado” do País.

Outro que estará ao lado de Bolsonaro em Nova York, o assessor internacional da Presidência, Filipe G. Martins, não fica de fora da torcida contra a ONU. Em setembro do ano passado, ele afirmou que a ONU era “mais aparelhada que universidade pública” e que, por isso, seria “jeca” citá-la em qualquer documento.