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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Atlas da Violência escancara aumento da morte de negros no Brasil

Equipe BR Político

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Números do Atlas da Violência 2020, divulgados nesta quinta-feira, 27, escancaram um dado que ha vinha sido percebido pela população: o aumento dos homicídios contra negros. Entre os anos de 2008 e 2018, o número de mortes de pessoas negras cresceu 11,5% no Brasil. Enquanto isso, o de pessoas não negras caiu 12,9%, segundo o documento produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Isso significa que 37,8 negros são mortos por 100 mil habitantes. Entre não negros, a taxa é de 13,9. Em 2008, 32,7 mil negros foram assassinados no Brasil. O número cresceu continuamente até 2017 e apresentou queda em 2018, último ano no período de análise. Apesar dessa redução, o número de vítimas de 2018 (43,8 mil mortes de negros) é 34% maior na comparação com o dado de 2008.

Na década, segundo o levantamento, 628 mil pessoas foram assassinadas no País. Desses, 91,8% das vítimas eram homens. O que converge com outro dado: o risco de ser vítima de homicídio no Brasil é 74% maior para homens negros e 64% maior para mulheres negras do que para os demais.

O Atlas da Violência usa dados computados pelo Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde em todos os Estados.

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