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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Atrito entre diretoria e funcionários causa baixa no BNDES

Equipe BR Político

O diretor de Investimentos do BNDES, André Laloni, pediu afastamento nesta sexta-feira, 11, após atrito com o corpo técnico do banco. Segundo o Globo, a gota d’água para o diretor foi a demissão de Luciana Tito, que era superintendente da Área Jurídica Operacional. Tito supostamente teria sido desligada da instituição por discordar da estratégia de desinvestimento da diretoria do BNDES.

A demissão de Tito fez com que a associação de funcionários do BNDES, a AFBNDES, organizasse uma assembleia cobrando maiores explicações a respeito do desligamento. A leitura é a de que Lanoni pressionou Tito a incluir papéis da União em uma oferta do Banco do Brasil. Luciana discordava da estratégia.

“Se uma superintendente do Banco é afastada por não se dobrar a pressões que comprometeriam a governança da instituição, observamos, paralelamente, a manutenção de uma situação que parecia impossível no BNDES”, disse a associação de funcionários em nota.

A venda de ações do BNDES é uma das prioridades da gestão do presidente do banco, Gustavo Montezano, que assumiu o posto em julho. A nova gestão, porém, está desagradando parte do corpo de funcionários, que vê um “desrespeito” aos critérios técnicos por parte da diretoria. No caso de Lanoni, o presidente do conselho de administração do BNDES, Carlos Thadeu de Freitas, diz que o ex-diretor queria impor mudanças na cultura interna do banco. “O BNDES tem regras que têm que ser respeitadas, senão o funcionário paga pelos erros normativos”, diz Freitas.

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