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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Áudio atribuído a Joice fala em criar ‘vários perfis’ na rede

Equipe BR Político

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A Record TV publicou nesta terça, 28, um áudio atribuído à deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) com pedido, não fica claro a quem, para que sejam criados “vários perfis” nas redes sociais para contra-atacar “as milícias”. “Acabei de chegar em SP, cheguei há pouco para umas entrevistas, mas podia falar com a turma aí para fazer vários perfis e entrar de sola no Twitter especialmente, Instagram, porque eles estão botando todas as milícias lá”, afirma a voz.

Em resposta, a parlamentar afirma que é fato que tenha solicitado a criação dos perfis, mas “perfis verdadeiros”, como “EquipeJH” ou “VerdadeJH”. “É piada me criticarem por solicitar a criação de perfis verdadeiros e não fakes para me defender e não para atacar ninguém”, rebateu ela pelo Twitter nesta manhã de terça, 28. Horas depois, ela confirmou que se tratava de sua voz.

O caso, claro, foi parar nos trending topics da rede com a hashtag #GabineteDaPeppa. Como você tem lido aqui no BRP, a neodesafeta do presidente Jair Bolsonaro virou uma das principais inimigas do clã Bolsonaro e agregados após envolver na CPMI das Fake News a família presidencial ao chamado “gabinete do ódio”, que, segundo ela, é financiado com dinheiro público. A parlamentar disse que os valores destinados às ações do grupo chegam a cerca de R$ 491 mil por ano aos cofres públicos.

De acordo com Joice, os ataques coordenados ao alvo da vez são orquestrados, principalmente, pelo filho “03” do presidente Jair Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), e assessores, como o de assuntos internacionais da Presidência, Filipe Martins, e Tercio Arnaud, José Matheus e Mateus Diniz. A deputada também afirmou que a rede de disseminação dos ataques virtuais envolve 1,87 milhão de robôs, que seriam seguidores de perfis oficiais da família Bolsonaro nas redes sociais – 1,4 milhão do perfil de Jair Bolsonaro e 468 mil do de Eduardo. Segundo Hasselmann, um único disparo por robôs custa, em média, R$ 20 mil.

Ouça o áudio: