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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Escolha de PGR baseada em ‘afinidade de valores’

Equipe BR Político

Além de conversas com senadores, o subprocurador Augusto Aras também já começou a se movimentar para montar sua equipe na Procuradoria-Geral da República (PGR). Entre os convidados já formalizados por Aras estão os procuradores Ailton Benedito e Thaméa Danelon. Ambos de perfil conservador.

O subprocurador Augusto Aras deixa o Senado apos reunião com líderes

O subprocurador Augusto Aras deixa o Senado apos reunião com líderes. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Na avaliação do primeiro, o cargo de chefe do MPF tem natureza “política e jurídica” e, por isso, é normal que a indicação seja feita a partir da aproximação por “afinidade de valores”, um dos critérios usados pelo presidente Jair Bolsonaro para a escolha, em detrimento da lista tríplice, disse ao Globo.

Atualmente, Benedito é chefe da Procuradoria da República em Goiás. Nas redes sociais, ele demonstra afinidade com as pautas de Bolsonaro. Costuma criticar “comunistas” e “ideologia de gênero”, por exemplo. Há pouco mais de um mês, o próprio Ministério Público Federal, por meio do Conselho Superior, barrou a indicação de Benedito à Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos, contrariando o Planalto.

“É normal a busca por afinidade de valores. O cargo de procurador-geral da República é de natureza política e jurídica. Todos nós buscamos nos aproximar de alguém que tem afinidade de valores”, disse o procurador. Benedito deve se encontrar com Aras nesta semana, para discutirem qual será sua função no gabinete.

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