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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Fora do protocolo

Equipe BR Político

O subprocurador Augusto Aras, além de estar fora da lista tríplice que concorria ao cargo de chefe da Procuradoria-Geral da República, também recebeu a notícia de que fora o escolhido do presidente Jair Bolsonaro de maneira não protocolar. Foi ele quem ligou para Bolsonaro, e não o contrário, como é de praxe, de acordo com o Painel da Folha. No meio de todo o período de escolha do sucessor de Raquel Dodge, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, não foi nem mesmo consultado por Bolsonaro.

O subprocurador Augusto Aras, indicado por Jair Bolsonaro ao comando da Procuradoria-Geral da República

Foto: Dida Sampaio/Estadão

Mas antes de chegar à conversa da admissão de Aras, o subprocurador pediu ao presidente que não demorasse na escolha, para que o novo PGR tivesse tempo para montar a equipe. A pressa para a nomeação ficou ainda maior quando atual procuradora-geral fez nomeações para preencher cargos de chefia em procuradorias regionais que só serão ocupados a partir do mês que vem, segundo a Coluna do Estadão. Aras já sinalizou a seus aliados que pode rever as nomeações feitas por Dodge.

A procurador, que fica no cargo até o próximo dia 17,  é a primeira a não ser reconduzida nos últimos 12 anos. Com exceção de Cláudio Fonteles, em 2005, todos os demais ocupantes do cargo desde a Constituição exerceram ao menos dois mandatos. Diferentemente de Raquel, porém, Fonteles não concorreu. Dentro do STF e do Congresso, o nome de Aras foi recebida com alívio, já que consideravam que outros cotados seriam um desastre maior.