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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Uma equação para Aras

Equipe BR Político

O subprocurador Augusto Aras segue fazendo dois movimentos: o primeiro, é um périplo pelo Senado em busca de votos para ter seu nome aprovado para assumir a Procuradoria-Geral da República (PGR). Paralelamente, o indicado de Jair Bolsonaro para chefe do MPF trabalha para formar sua equipe.

Subprocurador da República, Augusto Aras, indicado à PGR pelo presidente Jair Bolsonaro

Subprocurador da República, Augusto Aras, indicado à PGR pelo presidente Jair Bolsonaro. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Ontem, em encontro com o senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), que fez uma espécie de sabatina particular em seu gabinete, o subprocurador foi questionado sobre o que faria se tivesse de fazer uma denúncia contra o presidente da República, sem mencionar o nome de Jair Bolsonaro. “O senhor atuaria pela gratidão e pela Constituição? Ele respondeu de pronto: ‘pela Constituição. Minha gratidão é com o País, não com as pessoas”, relatou o senador ao Globo.

Na outra via, chama atenção o perfil conservador e alinhado com o bolsonarismo dos nomes já convidados por Aras para compor sua equipe de trabalho. O que impõe ao subprocurador uma difícil equação no caso de precisar apresentar denúncia contra o atual chefe do Executivo. Em artigo na Folha nesta sexta-feira, 13, Bruno Boghossian escreve que “os primeiros movimentos do escolhido para o posto demonstram um empenho claro em aparelhar o comando da PGR”.