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por Marcelo de Moraes

Aulas presenciais: Rossieli defende responsabilização de pais

Equipe BR Político

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Ao defender a obrigatoriedade da volta às aulas presenciais para escolas públicas e privadas a partir de 2021, o secretário estadual de Educação de São Paulo, Rossieli Soares, apontou a possibilidade de que pais e mães sejam responsabilizados se optarem pelo não retorno de seus filhos Atualmente, 1.800 das cerca de 5 mil escolas estaduais estão com atividades presenciais. A volta, por enquanto, é voluntária.

O secretário estadual da Educação de São Paulo, Rossieli Soares Foto: Tiago Queiroz

“O pai ou mãe podem ser responsabilizados, sim. Podemos encaminhar para o conselho tutelar e caberá a ele fazer a tutela do direito da criança”, disse o secretário em entrevista ao Estadão. Ele afirmou que “a ciência mostra que o espaço escolar é seguro” para os alunos e professores.

Na semana passada, o governo paulista anunciou que a partir do ano que vem, escolas devem permanecer abertas mesmo na fase vermelha, a mais crítica da pandemia, seguindo o que fizeram os países europeus.

“Para o estudante não voltar, só com atestado médico, se tiver no grupo de risco”, disse.

Questionado sobre uma resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) que fala que pode ser opcional para os pais levar os filhos à escola durante a pandemia, o secretário disse que a decisão do conselho “é uma espécie de aconselhamento. A Constituição é maior. Fora isso, a nossa resolução no Estado tem que ser feita pelo conselho estadual”, defendeu.

“A educação é direito da criança e dever do Estado, deve ser obrigatória, dentro dos protocolos. Para as escolas particulares é o mesmo, também são reguladas pelo conselho estadual. Só as de educação infantil, que na capital, têm o conselho municipal”, afirmou.