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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

‘Centralismo’ é causa de falta de autocrítica, avalia petista

Equipe BR Político

O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), faz parte da ala do partido que defende a necessidade de uma autocrítica por parte da sigla e de que a contraposição ao governo federal não deve ser feita “só por fazer oposição” ao presidente Jair Bolsonaro.

O governador do Ceará, Camilo Santana (PT)

Camilo Santana. Foto: JF Diorio/Estadão

Em entrevista ao Estadão, ele fala ainda sobre o “centralismo” muito forte que existe no PT. Segundo Santana, esse é o principal causador do silêncio do partido sobre seus erros políticos e econômicos no passado. “É difícil diagnosticar esse comportamento ou essa tendência. O partido não deve ter o papel de fazer oposição por oposição. Eu, no meu Estado, gosto quando fazem oposição construtiva. Faz com que a gente possa abrir os olhos, ter outra visão. Uma oposição rasteira, politiqueira, isso está fora.”

Aliado de Ciro Gomes (PDT), Santana avalia que a postura do ex-governador de atacar frequentemente o PT não é boa para a esquerda. Segundo ele, “a estratégia de Ciro está errada”. E justifica: “Porque acho que nenhuma candidatura se constituirá à esquerda, centro-esquerda, se não tiver o PT como aliado”.