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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Auxílio emergencial melhora avaliação do governo, mostra pesquisa

Equipe BR Político

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A concessão do auxílio emergencial de R$ 600 (que vai a R$ 1.200 em alguns casos) durante a pandemia ajudou a melhorar a imagem que as pessoas têm do governo Jair Bolsonaro. É o que mostra pesquisa do Ideia Big Data feita especialmente para o BRPolítico. O instituto realizou 1.510 entrevistas, por meio de aplicativo mobile, de 2 a 10 de julho.

Lançamento do aplicativo CAIXA|Auxílio Emergencial. Foto: Divulgação

A maioria da população ainda rechaça a ação do governo federal no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. Para 46% dos entrevistados, essa ação é ruim ou péssima, 25% a consideram regular e 26% aprovam as medidas adotadas pela gestão Jair Bolsonaro.

Os governadores e prefeitos também não escapam do escrutínio da população, embora se saiam um pouco melhor que Bolsonaro. Para 35%, Estados e municípios tiveram ação ruim ou péssima no manejo da pandemia, enquanto 38% avaliam essas iniciativas como regulares e 25% como ótimas ou boas.

Mas quando questionados a respeito da concessão do auxílio emergencial, os entrevistados dizem que melhoraram sua avaliação de Bolsonaro graças ao benefício. Entre os entrevistados, 44% disseram que o auxílio melhorou um pouco (28%) ou muito (16%) sua visão do governo federal. Um grande percentual de entrevistados, no entanto, manteve a mesma avaliação de Bolsonaro: estão nesse segmento 43% dos entrevistados. Só 8% disseram que a imagem do governo piorou para eles depois do auxílio.

Logicamente, a avaliação de Bolsonaro melhorou mais entre os que foram agraciados com o auxílio. Entre os entrevistados pelo Ideia, 37% receberam ao menos uma parcela do benefício, 6% ainda estão na expectativa de receber, 8% tiveram o benefício negado e 48% disseram não atender os requisitos para pleitear o auxílio.

Entre quem recebeu o benefício, 47% dizem ter melhorado sua avaliação de Bolsonaro, mas 41% não mudaram de opinião. No grupo dos que esperam receber alguma parcela do benefício, 43% melhoraram a avaliação do governo federal, mesmo percentual encontrado entre os não-elegíveis.

O humor com o governo é pior entre aqueles que se cadastraram para receber e não foram agraciados: desses, só 31% melhoraram a sua opinião sobre o governo, enquanto 47% mantiveram a mesma avaliação e 19% passaram a achar o governo pior do que antes.