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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Balbúrdia na educação e na cultura

Vera Magalhães

Há um ano, na Cúpula Conservadora das Américas, o hoje ministro da Educação, Abraham Weintraub, e seu irmão Arthur defenderam adaptar a teoria de Olavo de Carvalho para combater o chamado “marxismo cultural”. A tese, levada a política de governo, ajuda a explicar a balbúrdia e o aparelhamento promovidos pelo governo Jair Bolsonaro nas áreas de Educação e Cultura. É sobre isso que escrevo na minha coluna deste domingo no Estadão.

O Brasil perdeu o ano na Educação em 2019. E agora, de recuperação, assiste à fritura do ministro, vejam só, pelos próprios olavetes. Provavelmente os irmãos Weintraub não contavam com essa ao traçar sua estratégia de sobrevivência ao comunismo.

Ao apostar na balbúrdia cultural, Bolsonaro mostra que, nesta área como em outras, aplica no governo, com sinal trocado, aquilo que condenava no PT antes de eleito. Com uma agravante: nos governos petistas o revanchismo, a perseguição aos inimigos, a censura das visões contrárias e o direcionamento de recursos públicos para propaganda ideológica nunca atingiram os níveis vistos agora.