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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Ruralistas aborrecidos com o governo

Marcelo de Moraes

A bancada ruralista já não esconde mais sua impaciência com o governo por não ver avançar pautas consideradas fundamentais para o setor, como a questão da dívida do Funrural, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a manutenção da Lei Kandir, entre outros. Por conta disso, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Alceu Moreira (MDB-RS), deixou claro que a bancada está chegando perto de um limite.

Deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA)

Deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS). Foto: Lucio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados

“Para falar bem franco, nesse momento, a gente tem reclamações a fazer. Embora a Frente Parlamentar da Agropecuária tenha dado sustentação ao projeto de Brasil que desejamos, não tem obtido da parte do governo as respostas que nós gostaríamos. Tem coisas, por exemplo, que estamos discutindo desde o início, como é o caso do Funrural, como é o caso do CAR, que estamos discutindo agora, e todo dia tem uma protelação”, afirma.

Para Alceu, o governo deveria estar mais atento às demandas de um setor com capacidade de articulação dentro do Congresso e com alta representatividade na sociedade. “O governo precisa ter mais atenção com a Frente Parlamentar da Agropecuária porque não somos governistas. Temos um projeto de País que acreditamos. Nós damos todo o conforto político para que isso aconteça, mas temos de ter obrigação com a entrega. Não podemos continuar a vida inteira com relação a esses processos”, diz, “A força da Frente está muito ligada a sua capacidade de entrega de resultados. Eu posso ter 250, 300 votos? Posso. Se conseguirmos vitórias políticas importantes, que digam respeito aos nossos companheiros que estão representando os mais diversos Estados. Se eu continuar com a pauta durante dez, doze meses, e a cada reunião que eu venho volta a mesma pauta, não entrego nada e certamente vou ter prejuízo de representação. Temos de saber pesar isso com clareza, mas é bom que o governo preste atenção porque toda paciência tem limite”, afirmou o deputado.