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por Marcelo de Moraes

Bancários da Caixa acionam MPT contra ‘discriminação’

Equipe BR Político

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A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) informa que cerca de 170 imóveis ocupados pela Caixa Econômica Federal não terão os aluguéis renovados e outros serão vendidos como parte do processo atual de enxugamento de estrutura e pessoal da empresa. Os reflexos já podem ser sentidos pelos funcionários. Trabalhadores da estatal em diferentes locais do país estão encaminhando denúncias ao Ministério Público do Trabalho para a investigação de prováveis medidas discriminatórias neste processo de mudanças.

A reestruturação abrange áreas ligadas às vice-presidências Rede de Varejo (Vired), Tecnologia e Digital (Vitec) e Logística e Operações (Vilop), além de gerências como as de Tecnologia (Gitec), de Logística (Gilog), de Segurança (Giseg) e de Alienação de Bens Móveis e Imóveis (Gilie), com filiais que devem ser extintas e parte das atividades transferidas para novas centrais.

“A forma abrupta e inesperada como a Caixa comunicou os deslocamentos ocasionou medo e insegurança entre os empregados, que temem alterações significativas na vida funcional”, destaca a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa e secretária de Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Fabiana Uehara Proscholdt.

O presidente da Fenae afirma que os trabalhadores não foram informados sobre as mudanças de antemão. “As mudanças começaram no final de novembro e, até o momento, não tivemos nenhuma informação oficial sobre a reestruturação em curso, o que tem gerado pânico entre os trabalhadores”, diz Sérgio Takemoto.

Segundo os representantes trabalhistas, a forma como a reestruturação vem sendo conduzida pela direção do banco tem pressionado os bancários a aderirem ao Programa de Desligamento Voluntário (PDV).

Até o encerramento do último PDV, no último dia 20, segundo a Fenae, o déficit no quadro de pessoal da Caixa já superava 17 mil profissionais. A empresa, que chegou a ter 101,5 mil trabalhadores em 2014, conta atualmente com 84,2 mil empregados. Apesar disso, o banco trabalha com a estimativa de desligamento de 7,2 mil trabalhadores, só neste ano.

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