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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Bancários da Caixa passam por ‘esgotamento total’

Alexandra Martins

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O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sérgio Takemoto, afirmou ao BRP que os bancários da Caixa Econômica Federal estão em fase de “esgotamento total” em decorrência do alto volume de trabalho gerado com o pagamento do auxílio emergencial aos benefíciários de todo o País. O sindicalista disse que o banco não informou à entidade o número de casos e óbitos decorrentes da covid-19 entre os funcionários, apesar de a solicitação ter sido feita. Os bancários da CEF trabalham em equipes menores, em razão de afastamentos por causa da doença, e com jornada de trabalho ampliada aos sábados.

“Além do pagamento do auxílio emergencial que já exigia um esforço sobre-humano dos empregados, porque mais de 65 milhões de pessoas  já receberam o benefício, teve o cadastramento de 110 milhões de pessoas. É um volume de serviço que somente a Caixa teria condições de fazer porque nenhum grupo privado quis fazê-lo. Os empregados da Caixa estão num processo de esgotamento total”, disse. Segundo Takemoto, não há dados disponíveis sobre a incidência do novo coronavírus entre os bancários, mas que o novo patógeno afetou a vida não só desses empregados, mas especialmente dos terceirizados, pessoal da segurança e limpeza.