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por Marcelo de Moraes

Banco dos EUA anuncia US$ 345 mi para reformar Angra 1

Equipe BR Político

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O incessante movimento de autoridades dos EUA no Brasil, desde a visita de Mike Pompeo (Secretário de Estado) fazendo lobby contra a chinesa Huawei em fevereiro, produziu a assinatura nesta tarde de terça, 20, de um memorando de entendimento para investimento de US$ 1 bilhão do Banco de Exportação e Importação dos Estados Unidos (Exim Bank) no Brasil. Do total, US$ 345 milhões vão para reformas na usina de Angra 1 pela norte-americana Westinghouse. Primeira central nuclear do País, Angra 1 entrou em operação em 1985 e sua atual licença vence em 2024. Os Estados Unidos são o maior produtor de energia nuclear no mundo.

Usinas de Angra 1 e 2, em Angra dos Reis. Foto: Fabio Motta/Estadão – 10/12/2015

O investimento é um desdobramento da primeira reunião do Fórum de Energia Brasil-Estados Unidos (USBEF), realizada em fevereiro com a presença do secretário de Energia dos Estados Unidos, Dan Brouillete, que por sua vez foi um desdobramento do encontro entre Donald Trump e o presidente Jair Bolsonaro realizado em março de 2019, em Washington. Os planos do ministro Bento Albuquerque (Minas e Energia) incluem a construção de mais seis reatores nucleares no Brasil nos próximos 10 anos, com investimentos de US$ 30 bilhões.

Na segunda-feira, 19, a Corporação Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (DFC, na sigla inglês) anunciou o aporte de US$ 984 milhões em investimentos no Brasil. A maior parte será utilizada pelos bancos Itaú e BTG Pactual para empréstimos a pequenas e médias empresas atingidas pela pandemia do coronavírus. O DFC é um banco de desenvolvimento criado pelos EUA no ano passado para financiar projetos na região.

A comitiva gringa dos EUA inclui Sabrina Teichman, diretora do Exim Bank, que colocou as linhas de financiamento da instituição à disposição das empresas de telecomunicações brasileiras, no contexto da ofensiva contra a entrada do 5G da Huawei no Brasil. “No DFC (Exim Bank), nós temos dois produtos que podem apoiar empresas brasileiras que buscam adquirir a nova tecnologia. Temos financiamento através de equity (aporte direto) e financiamento. E esses produtos estão disponíveis para as empresas brasileiras”, disse ela.

Como o Valor mostrou no início do mês, o comércio entre Brasil e China já viveu dias melhores. Houve queda de 25% em relação a 2019, com o valor das transações entre os dois países, de janeiro a setembro, caindo ao menor nível desde a crise de 2009 – cerca de US$ 33,4 bilhões.

 

 

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