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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Barroso adia eleições municipais no Macapá

Equipe BR Político

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Por conta do apagão na rede elétrica que atinge o Macapá desde o último dia 3, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, atendeu a pedido do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) e, na noite de quarta-feira, 11, decidiu adiar a realização das eleições na capital amapaense. A decisão de Barroso foi tomada após conversa reservada com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Barroso também consultou os demais ministros do TSE, que devem referendar a sua decisão na sessão do tribunal marcada para a manhã de hoje.

Ministro Luís Roberto Barroso durante julgamento sobre prisão em segunda instância no STF

Ministro Luís Roberto Barroso durante julgamento sobre prisão em segunda instância no STF. Foto: Carlos Moura/SCO/STF

Alcolumbre é um dos principais cabos eleitorais da candidatura de seu irmão, Josiel Alcolumbre (DEM), que disputa a prefeitura da capital do Estado. Segundo a última pesquisa Ibope, divulgada nesta quarta-feira, Josiel caiu nove pontos porcentuais em relação ao último levantamento, mas ainda lidera a corrida, com 26% das intenções de voto.

Por outro lado, Patrícia Ferraz (Podemos) e Dr. Furlan (Cidadania), que aparecem em segundo e terceiro lugar na mesma pesquisa, oscilaram positivamente – aparecem com 18% e 17% da intenção de votos, respectivamente.

Ao todo, 13 municípios do Estado – incluindo Macapá – ainda sofrem com problemas de fornecimento de energia. A decisão de Barroso, que vale apenas para a capital do Estado, suspende as eleições municipais – tanto o primeiro quanto o segundo turno – “até que se restabeleçam as condições materiais e técnicas para a realização do pleito, com segurança da população”.

Barroso destacou que entrou em contato com a Polícia Federal, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e as Forças Armadas para avaliar a situação local. Segundo ele, contudo, no momento, “não é legítimo exigir que a população de Macapá seja submetida ao sacrifício extremo de ser obrigada a comparecer às urnas em situação de calamidade pública, reconhecida por decreto municipal, e, ainda, de risco à segurança, informado pelo TRE/AP, para apenas depois ser possível à Justiça Eleitoral remarcar a data da votação”, concluiu.