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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Barroso dá 15 dias para Bolsonaro explicar caso Santa Cruz

Equipe BR Político

Um dia após o presidente da OAB, Felipe de Santa Cruz acionar o STF para que a Corte interpelasse o presidente Jair Bolsonaro sobre o que sabe a respeito da morte do desaparecido político Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira, pai de Santa Cruz e integrante do grupo Ação Popular (AP), o ministro Luís Roberto Barroso deu 15 dias para que Bolsonaro dê sua versão do caso. Enquanto documentos oficiais do próprio governo afirmam que o desaparecido político foi morto sob custódia do Estado, o presidente declarou que Santa Cruz foi vítima de um justiçamento interno da AP.

Para o presidente da OAB, que tinha 2 anos quando o pai foi morto, é “intolerável” que Bolsonaro procure “enxovalhar a honra de quem fora covardemente assassinado pelo aparelho repressivo estatal”, informa o Estadão. Ele destaca que relatório da Comissão Nacional da Verdade, criada no governo Dilma Rousseff para esclarecer violações de direitos humanos praticadas de 1946 a 1988, concluiu que seu pai “foi preso e morto por agentes do Estado brasileiro e permanece desaparecido, sem que os seus restos mortais tenham sido entregues à sua família”.

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