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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Barroso decidirá em junho sobre adiamento de eleições, diz ministro

Equipe BR Político

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O ministro do STF que assumirá a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em maio, Luís Roberto Barroso, afirmou nesta segunda-feira, 27, que deve avaliar se pede o adiamento das eleições municipais em junho. Segundo o ministro, o mês é o prazo final para sejam cumpridas todas as etapas de testes das urnas eletrônicas e treinamento de mesários, o que demanda envio de equipes aos tribunais regionais eleitorais dos Estados. “Se em junho isso ainda não estiver sendo possível, eu mesmo irei procurar os presidentes da Câmara e do Senado”, disse em live da Casa Jota. 

O minsitro que presidirá o TSE a partir de maio, Luís Roberto Barroso

O minsitro que presidirá o TSE a partir de maio, Luís Roberto Barroso Foto: Reprodução/Jota

O adiamento das eleições, tema já defendido por uma vasta gama de políticos, passa pela aprovação de emenda constitucional no Congresso que permita a alteração na data. Barroso afirmou que já discutiu o assunto com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e que, se achar necessário o adiamento, pode dar suporte técnico para aprovação da mudança às casas legislativas, a quem pertence a decisão formal sobre o assunto.

“Para ser absolutamente franco, eu acho que há um risco de termos de adiar as eleições. Preferia não ter que adiar”, disse. A expectativa do ministro é de que, mesmo com um eventual adiamento, a eleição ainda possa ocorrer em novembro, “ou na pior das hipóteses no primeiro domingo de dezembro”, afirmou. “Com essas datas, ainda conseguimos dar posse aos eleitos em 1o de janeiro e evitar inteiramente a prorrogação de mandatos, que é nosso objetivo principal.”

“A proteção da segurança da população vem em primeiro lugar, mas a da democracia vem logo depois e eleições são um rito vital para a democracia”, afirmou Barroso. “Sou radicalmente contra a ideia de cancelar as eleições e fazer tudo concidir em 2022.”