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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Barroso diz que é ‘ilusão’ achar que Judiciário pode parar fake news

Equipe BR Político

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Na avaliação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, é “ilusão” achar que o Poder Judiciário tem as ferramentas necessárias para barrar as fake news. Ao assumir a presidência da corte eleitoral, em maio, o ministro chamou a atenção para “milícias digitais” que disseminam notícias fraudulentas com a intenção de desinformar eleitores e difamar oponentes.

Roberto Barroso Foto: Roberto Jayme/Ascom TSE

“Não se deve cultivar a ilusão de que pela via do Judiciário você consiga paralisar fake news”, disse Barroso em entrevista ao programa Canal Livre, da Band TV, exibida no início da madrugada desta segunda-feira, 17.

Parte dessa responsabilidade, segundo o ministro, seria das próprias empresas de comunicação. Barroso afirmou que já se reuniu com representantes das empresas que mantêm as mídias sociais mais utilizadas no País – Facebook (que também controla o WhatsApp e o Instagram), Twitter e Google – e percebeu uma “disposição muito grande” de colaboração no combate à disseminação de notícias falsas e campanhas de desinformação.

“Isso é uma mudança de comportamento importante, porque até há pouco tempo elas rejeitavam qualquer colaboração nessa matéria sob o fundamento de que não queriam atuar como uma censura privada. Mas a verdade é que passaram a ter um comprometimento de imagem, porque associadas à degeneração da democracia. E a verdade é que elas mudaram de conduta”, disse Barroso.

Para o ministro, “a questão das notícias fraudulentas, das campanhas de desinformação, das campanhas de ódio são o novo perigo da democracia”, e é preciso enfrentá-la “sem que isso importe em censura prévia”.

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