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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Barroso repete que retomar voto impresso seria ‘retrocesso’

Equipe BR Político

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Depois da volta dos discursos do presidente Jair Bolsonaro sobre supostas fraudes em urnas eletrônicas e a favor da volta do voto impresso no Brasil na esteira das alegações infundadas de fraude eleitoral de Donald Trump, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, rechaçou a possibilidade. O ministro que fica à frente do TSE até fevereiro de 2022 reafirmou que a iniciativa seria um retrocesso nesta sexta-feira, 6, em evento do 6º Fórum Liberdade e Democracia em Vitória (ES).

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso Foto: Roberto Jayme/TSE

Sem citar diretamente as falas do presidente, o minsitro afirmou que o tempo de fraudes em apurações de votos no Brasil ficou para trás e fez uma defesa da adoção do voto distrital misto.

Barroso afirmou que as urnas eletrônicas, alvo de acusações de Bolsonaro desde o ano passado, são confiáveis. “O problema delas é o custo”, disse o ministro. O presidente prometeu, mas até hoje não mostrou provas das fraudes com as urnas na eleição de 2018, de que fala.

Na quinta, em sua live semanal, Bolsonaro prometeu lutar pelo voto impresso no ano que vem na Câmara e no Senado para as eleições de 2022. Em 2017, o TSE havia feito uma projeção que apontou que a impressão dos votos no Brasil custaria cerca de R$ 2,5 bilhões adicionais, depois da aprovação de um projeto em 2015 no Congresso que previa a impressão de comprovante físico dos votos nas urnas eletrônicas. A medida na ocasião foi barrada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou a regra inconstitucional por colocar em risco o sigilo da votação e a liberdade dos eleitores. A decisão da Corte foi confirmada neste ano pelo plenário, em julgamento virtual concluído em setembro.