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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Barroso sobre voto de Toffoli: ‘Tem de chamar um professor de javanês’

Vera Magalhães

Falei na nossa newsletter #BRPolíticoAnalisa de ontem à noite a respeito do tortuoso voto de Dias Toffoli para tentar manter o mérito de sua liminar sustando investigações que usem relatórios do ex-Coaf e da Receita sem autorização judicial: longo, confuso, nervoso e na defensiva. Pois bem: a impressão de parte dos colegas parece ter sido a mesma. “Tem de chamar um professor de javanês“, ironizou Luis Barroso depois da sessão, de acordo com declaração estampada no Globo desta quinta-feira.

Não se sabe se a brincadeira de Barroso foi reservada e flagrada pelo jornal, ou uma rara inconfidência em on, mas ela certamente causará algum embaraço na retomada do julgamento, nesta quinta-feira. Ministros do STF costumam se abespinhar quando são contestados pelos pares em público.

Edson Fachin, de perfil mais discreto que Barroso, também fez um breve desabafo ao ser questionado pelos jornalistas a respeito do que entendeu do voto de Toffoli: “Tem uma pergunta mais fácil?”.

Os questionamentos vieram ainda no final do longo voto. Muitos ministros não entenderam o que, afinal, o presidente decidira: compartilhamento de dados estava permitido? Só com autorização judicial? Em que circunstâncias? Não está claro, por exemplo, se a UIF, novo nome do Coaf, pode compartilhar sem autorização dados globais de clientes bancários, ou nem isso.

 

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