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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Benedita, Dornelles e Nilo: ex-governadores do Rio longe do risco de prisão

Equipe BR Político

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Todos os governadores eleitos diretamente no Rio desde a reta final da ditadura ainda vivos enfrentaram ou enfrentam processos na Justiça – a maioria já passou pela cadeia e um deles, Sérgio Cabral Filho, cumpre penas que, somadas, passam de 300 anos. Só Leonel Brizola (PDT, 1983-1987 e 1991-1994) e Marcello Alencar (PSDB, 1995-1998), já mortos, não integram a lista. Outros três, Nilo Batista (PDT, 1994), Benedita da Silva (PT, 2002) e Francisco Dornelles (PP, 2018), também estão fora da relação, mas não foram eleitos para o posto. Assumiram no lugar dos titulares Brizola, Anthony Garotinho e Luiz Fernando Pezão, respectivamente. Wilson Witzel (PSC), afastado do cargo nesta sexta, 28, soma-se a essa galeria de mandatários investigados por suspeitas, sobretudo, de corrupção. Alega ser perseguido politicamente e se diz inocente, informa o Estadão.

Entenda a denúncia

Witzel foi afastado do cargo por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e foi denunciado, junto com a mulher e mais sete pessoas, por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo empresas ligadas à área da saúde. A denúncia aponta pagamentos feitos por empresas ligadas a Mário Peixoto, preso na Lava Jato, e pela empresa da família de Gothardo Lopes Netto, ex-prefeito de Volta Redonda (RJ), ao escritório de advocacia da primeira-dama Helena Witzel, que “foi utilizado para escamotear o pagamento de vantagens indevidas ao governador, por meio de contratos firmados com pelo menos quatro entidades da saúde ligadas a membros da organização criminosa e recebimento de R$ 554.236,50, entre agosto de 2019 e maio de 2020”.

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