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por Marcelo de Moraes

BH de ‘portas fechadas’

Equipe BR Político

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Com quase 2 mil mortos em decorrência da covid-19, Belo Horizonte voltou a endurecer as medidas restritivas e, nesta segunda-feira, 11, voltou a fechar as portas do comércio de rua e shoppings. Apenas as atividades consideradas essenciais podem funcionar. O novo fechamento foi anunciado pelo prefeito da capital mineira, Alexandre Kalil (PSD), na última quarta.

O novo fechamento do comércio leva em consideração três índices monitorados pela prefeitura durante a pandemia: o número médio de transmissão por infectado (RT); a ocupação de leitos de UTI; e a ocupação de leitos de enfermaria.

Os dados mais recentes, divulgados na sexta, 8, mostram a situação de alerta: Belo Horizonte está com 83,3% dos leitos de UTI ocupados e soma 1.938 mortes provocadas pela covid-19. Desde o início da pandemia, já foram notificadas 68.213 confirmações.

“Chegamos ao limite da covid-19. Nós avisamos, nós tentamos avisar. Tentamos manter a cidade aberta há 10 dias, quando os números ainda eram perigosos, mas nós tínhamos, pelo menos, uma expectativa de responsabilidade, disse Kalil, na quarta.

Reações

Na última semana, após o anúncio do novo fechamento, representantes do comércio reagiram à decisão da prefeitura e pediram reunião com o prefeito. Já os donos de academia, uma das categorias atingidas pelo novo decreto, realizaram protestos em frente à sede do Executivo municipal em que afirmavam, em cartazes, que “academia é atividade essencial”.