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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Bivar diz que renunciaria ao fundo eleitoral ‘se pudesse’

Equipe BR Político

O deputado Luciano Bivar (PE), presidente nacional do PSL, sente no bolso a intenção do governo federal de acabar com o seguro DPVAT, enquanto sócio de uma operadora do prêmio, em entrevista ao Estadão. Para ele, o imbróglio jurídico sobre a redução dos valores oferecidos às vítimas de acidentes de trânsito seria um exemplo da natureza “financista” da política executada pela pasta comandada pelo ministro Paulo Guedes. “Você não pode seguir com as seguradoras há oito anos indenizando o mesmo valor a uma pessoa que é atropelada. Isso diminui mais ainda a capacidade da continuidade da vida econômica – é um sentido muito pequeno, muito financista. Nos Estados Unidos, acontece o oposto. O IPVA é muito menor que o prêmio de seguros. A indenização vai a US$ 1 milhão. É importante que, se alguém for atropelado na rua, não cesse a sua atividade econômica”, afirma. Ele acredita “que as seguradoras deveriam pagar uma indenização maior, e não diminuir o prêmio. A indenização máxima é R$ 13 mil. Isso acontece há oito anos. O que vai fazer um pai de família que perde as pernas em um acidente de moto? Com R$ 13 mil?”, questiona.

Ele descarta a disputa pelo fundo eleitoral como motivo do rompimento com o presidente Jair Bolsonaro. Essa tese é vista como tão “abominável” que se ele pudesse, conforme afirma, “renunciaria a tudo isso”. “Olha, há quem diga que o dinheiro traz tudo, mas o dinheiro traz também um pouco de maldição. As pessoas ficam ensandecidas. Não era esse (conseguir verba do fundo partidário) o objetivo do PSL. Era alcançar o poder para realizar as reformas. No momento em que o PSL tem um fundo partidário, a cúpula do governo ficou ensandecida para pegar esse dinheiro. Acho uma coisa abominável isso. Se eu pudesse hoje renunciar a tudo isso, eu faria.”

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