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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

‘Blogueiros de crachá’ sob coordenação do Planalto

Vera Magalhães

Reportagem desta semana da revista Crusoé, assinada pelo diretor de Jornalismo da Jovem Pan, Felipe Moura Brasil, traz um raio-x da atuação de grupos de WhatsApp que reúnem integrantes de sites e blogs defensores de Jair Bolsonaro, tuiteiros bolsonaristas e até integrantes do governo, como o assessor especial da Presidência Filipe G. Martins. Mostra ainda a criação de um exército de “blogueiros de crachá“, nomeados em cargos públicos para promover linchamentos virtuais.

Em trocas de mensagens neste grupo e em encontro realizado em São Paulo em abril, com a presença de Martins, o grupo articula ataques contra dissidentes do bolsonarismo, a imprensa e até integrantes do governo, como o ex-ministro da Secretaria de Governo, o general Carlos Alberto Santos Cruz. Postagens e ataques travestidos de reportagens em sites bolsonaristas são combinados previamente nesses grupos de WhatsApp para desgastar Santos Cruz. Fica evidente o porquê dos ataques ao general: a verba da Secom, que era controlada por ele, e o fato de se opor aos “olavetes” nomeados em órgãos como o Ministério da Educação e a Apex. Como, aliás, escrevemos em diversos textos aqui no BRPolítico na época da fritura.

A segunda parte da reportagem é dedicada a mapear os chamados “blogueiros de crachá”, youtubers e tuiteiros que ganharam cargos comissionados em administrações ou gabinetes de deputados e vereadores e se dedicam, com salário pago pelo setor público, a ataques igualmente coordenados a críticos do governo e à imprensa.