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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Bolsonaristas aumentam ofensiva contra o uso de máscaras e vacinas

Equipe BR Político

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Os aliados de Jair Bolsonaro na Câmara estão aumentando a ofensiva contra o uso de máscaras. O item de proteção individual virou inimigo prioritário do bolsonarismo. A ponto da deputada Bia Kicis (PSL-DF) ter protocolado um projeto de lei que revoga o uso obrigatório de máscaras no País. “A máscara não é vista como uma proteção confiável. Ela pode proteger o usuário, mas apenas em determinadas situações”, justifica a deputada.

Autoridades sanitárias de vários países além da Organização Mundial da Saúde recomendam o uso de máscaras. O equipamento ajuda a dificultar a propagação do coronavírus. Seu uso é de uso obrigatório em espaços públicos na maioria das cidades brasileiras.

Outro parlamentar bolsonarista, por sua vez, está pregando desobediência civil contra as máscaras. Daniel Silveira (PSL-RJ), que ficou famoso ao destruir uma placa em homenagem à vereadora assassinada Marielle Franco, disse em suas redes que “só usa a máscara em locais que idiotas enchem o saco” e “deixa o nariz descoberto”. “Existe a lei, mas se a sociedade não obedecer, ela cairá em desuso. Se o parlamento insiste em manter, o povo, dono da democracia, deve fazer valer sua voz.”

Já em São Paulo, a luta é contra uma possível obrigatoriedade na vacinação. O deputado estadual Douglas Garcia (PTB) avisou em suas redes que, caso o governador João Doria determine uma campanha compulsória para vacinar a população, irá entrar na Justiça contra a medida. “Se Dória decretar a obrigatoriedade da vachina [sic] aos paulistas, no mesmo dia entraremos com ação coletiva (que abrange a todos) no TJ contra essa decisão absurda. Eu não serei obrigado”, disse, também pedindo um movimento de desobediência civil.