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por Marcelo de Moraes

Bolsonaro acredita que OMS ‘talvez’ tenha lhe ouvido sobre vacinas

Equipe BR Político

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Na cabeça de Jair Bolsonaro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) pode ter lhe escutado falar contra a vacinação compulsória contra o coronavírus antes de ter emitido opinião sobre o assunto. Em conversa com apoiadores na Porta do Palácio do Alvorada, o presidente debochou da entidade, e disse que “dessa vez eles estão se informando corretamente”. “Talvez estejam me ouvindo”, disse. “A OMS se manifestou depois que eu tinha me manifestado”, afirmou o presidente da República.

A Organização Mundial da Saúde defende publicamente os benefícios da vacinação, mas disse não recomendar medidas autoritárias. “Em uma situação que você está falando com adultos, que têm capacidade de discernimento para fazer escolhas informadas, não se recomenda medidas autoritárias. Até porque é difícil fiscalizar”, disse a vice-diretora da OMS, Mariângela Simão.

Bolsonaro aproveitou o tema para atacar um de seus principais desafetos políticos, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). “Realmente impor medidas autoritárias só para esses nanicos projetos de ditadores, como esse cara de São Paulo aí. Não ouvi nenhum chefe de estado do mundo dizendo que iria impor a vacina. Isso é uma precipitação, é mais uma maneira de levar terror junto à população. Até porque tomar a vacina que não tem um certo tempo de comprovação científica fica muito difícil”, disse Bolsonaro, notório defensor da hidroxicloroquina. “Parabéns a OMS que começa a acertar.”

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