Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Bolsonaro acusa Maia de ‘afundar a economia para ferrar o governo’

Equipe BR Político

Exclusivo para assinantes

O presidente Jair Bolsonaro acusou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, sem citar seu nome, de querer “afundar a economia para ferrar o governo” diante de um grupo de empresários nesta manhã de quinta, 14, em videoconferência capitaneada pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf, por discordâncias com duas medidas provisórias, a 936, que reduz jornada e salários, e a 910, de regularização fundiária. Os disparos foram feitos ao lado dos ministros Paulo Guedes, Jorge Oliveira, Braga Netto e do secretário Fabio Wajngarten, da Secom.

O presidente Jair Bolsonaro em videoconferência nesta quinta

O presidente Jair Bolsonaro em videoconferência nesta quinta Foto: Marcos Corrêa/PR

A crítica no primeiro caso, contra a escolha de um relator do PCdoB, Orlando Silva (SP), foi seguida das acusações contra o desafeto Maia ao cobrar, mais um vez, a votação da medida contestada por ambientalistas. “Entregar a relatoria da flexibilização do contrato para o PCdoB é para não resolver. Então tem gente que não é do governo, tá lá dentro de outra Casa que não quer resolver o assunto, parece que fizeram acordo com a esquerda. E não dá pra fazer acordo com a esquerda. E nós sabemos qual é a linha da esquerda, é uma linha sindical, é uma linha realmente que não está voltada para o desenvolvimento”, disse.

“É a mesma coisa a regularização fundiária. Caducou eu acho que anteontem a MP 910 (caduca no dia 18). É um absurdo, um absurdo. Agora, de acordo para quem comanda a Câmara, dá a relatoria, ele já sinaliza que não quer resolver nada. Parece que quer afundar a economia para ferrar o governo e talvez tirar um proveito político lá na frente”, reclamou.

No discurso, Bolsonaro, que carece de base no Congresso, pediu apoio dos empresários para que cobrem “responsabilidades” dos chefes de Poderes. “Então, quando vocês chamarem chefes do Executivo… eu sou empregado de vocês, é só marcar que eu vou em São Paulo. Levem os presidente dos Poderes, convide-os também e vamos debater esse assunto, chefes de Poder, onde cada um seja responsabilizado por aquilo que tem que fazer. Nós aqui não podemos pensar em 22. Se nós pensarmos na eleição de 2022, o Brasil vai para o buraco”, afirmou.

Enquanto isso, micro e pequenas empresas aguardam a sanção presidencial do Projeto de Lei 1282/2020 que prevê crédito acessível para ajudá-las frente à crise do coronavírus. O prazo se esgota, também, no dia 18.

Tudo o que sabemos sobre:

Rodrigo MaiaJair BolsonaroEconomiafiesp