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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Bolsonaro agora pressiona a Câmara contra reajuste de servidores

Equipe BR Político

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O presidente Jair Bolsonaro deve ter se esquecido do que ele defendera até pouco tempo atrás a favor do reajuste de salários dos servidores públicos, contrariando as orientações do ministro Paulo Guedes. Nesta quinta, 20, o chefe do Planalto disse ser “impossível” governar o País se a Câmara dos Deputados mantiver a decisão de ontem do Senado que permite o reajuste da categoria durante a pandemia do novo coronavírus. “Ontem, o Senado derrubou um veto que vai dar prejuízo de R$ 120 bilhões para o Brasil. Eu não posso governar um país se esse veto (não) for mantido na Câmara… É impossível governar o Brasil, impossível. É responsabilidade de todo mundo ajudar o Brasil a sair do buraco”, disse ele a apoiadores, pela manhã, na saída do Palácio da Alvorada.

O presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro
Foto: Isac Nóbrega/PR

Caberá à Câmara votar se mantém ou barra o veto em votação nesta tarde de quinta.

A posição do Senado irritou o ministro da Economia, dizendo que a derrubada do veto fora um “crime contra o País”. “Colocamos muito recurso na crise da saúde, e o Senado deu um sinal muito ruim permitindo que justamente recursos que foram para a crise da saúde possam se transformar em aumento de salário. Isso é um péssimo sinal. Temos que torcer para a Câmara conseguir segurar a situação”, afirmou Guedes.

Em maio, Bolsonaro mudou de ideia de que não era hora de oferecer reajuste após ser convencido por Guedes, que hoje tem se chocado contra os ministros do Palácio do Planalto que defendem ampliação dos gastos públicos, inclusive gerando incertezas no mercado quanto a sua permanência no governo. Mas a mudança de postura do presidente veio acompanhada da medida provisória que concedeu reajustes de 8% a 25% aos policiais civis e militares do Distrito Federal ao custo de R$ 505 milhões ao ano.

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