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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Bolsonaro apela a Filipe Martins para explicar que não é ‘fascista’

Equipe BR Político

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Preocupado com o crescimento de movimentos contrários ao seu governo, o presidente Jair Bolsonaro dedicou boa parte da transmissão ao vivo nas redes sociais desta quinta-feira, 4, para atacar os movimentos antifascistas. Para ajudá-lo nesta empreitada, Bolsonaro chamou seu assessor internacional, Filipe G. Martins, o aluno de Olavo de Carvalho mais próximo do gabinete presidencial. Juntos, classificaram os “antifa” como “terroristas”, afirmaram que não passam de “black blocs” com outro nome e tentaram mostrar que o governo não é fascista.

“É muito simples. Fascismo é o oposto de seu governo. Ele preconiza Estado grande, controle social da mídia. Se pegar o lema mais consagrado do fascismo é ‘tudo pelo Estado, tudo dentro do Estado, nada fora do Estado’. O senhor vem defendendo devolver a iniciativa para sociedade, privatização, liberação econômica. É o exato oposto daquilo que o senhor defender. E usam como um truque linguístico para tapear com está olhando para se dizer favorável pela democracia”, disse, Martins, esquecendo outras características do fascismo, como o conceito de identidade única e a militarização do Estado.

O presidente, por sua vez, aproveitou para pedir que ninguém vá para manifestações chamadas “antifascistas”. E pediu para que os pais impeçam seus filhos de protestar ao lado dos “antifa”, classificados como “terroristas”, “vagabundos” e “marginais” pelo atual ocupante do Palácio do Planalto. “Então, está prevista uma manifestação com esses ‘marginais de preto’ neste domingo. Eu nunca convoquei atos, mas, agora, neste domingo, eu peço ao nosso pessoal, o pessoal de verde e amarelo e que tem Deus no coração, para não participar. Não compareçam a esse movimento. Essas pessoas não têm nada a oferecer para nos. Muitos são viciados. Eles querem confronto, querem fazer baderna, são bando de marginais”, disse Bolsonaro.