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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Bolsonaro apela: ‘Tem que reabrir, nós vamos morrer de fome’

Equipe BR Político

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Em um apelo para que os governadores abandonem a política de isolamento social em meio à pandemia, na manhã desta quinta-feira, 14, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Brasil vai “quebrar” e “nós vamos morrer de fome”. Em declaração aos jornalistas que o aguardavam em frente ao Palácio da Alvorada, o chefe do Executivo se disse aberto para dialogar com os governadores.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Brasil vai 'quebrar' e 'nós vamos morrer de fome' na manhã desta quinta

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Brasil vai ‘quebrar’ e ‘nós vamos morrer de fome’ na manhã desta quinta Foto: Reprodução/Facebook

“Tem que reabrir, nós vamos morrer de fome. A fome mata”, disse o presidente. “O apelo que eu faço aos governadores: revejam essa política, estou pronto para conversar. Vamos preservar vidas? Vamos. Mas dessa forma, o preço lá na frente vai ser de centenas de mais vidas que vão perder por causa dessas medidas absurdas de fechar tudo”, disse.

O presidente criticou ainda o bloqueio total, conhecido como lockdown, que tem sido decretado em alguns municípios e está em estudo em Estados como o Rio de Janeiro e São Paulo. Segundo Bolsonaro, não é esse o caminho. “Vai chegar um ponto que o caos vai se fazer presente aqui. Essa história de lockdown, vamos fechar tudo, não é esse o caminho. Esse é o caminho do fracasso, quebrar o Brasil. Governador e prefeito que por ventura entrou nessa onda lá atrás, faça como eu já fiz algumas vezes na minha vida: se desculpa e faz a coisa certa”, pediu.

Bolsonaro afirmou ainda que o “Brasil está se tornando um país de pobres” e que está no caminho de se tornar um país de miseráveis, pois a economia não vai se recuperar facilmente.

“O Brasil tá quebrando, e depois de quebrar, não é como alguns dizem, que a economia recupera, não recupera. Vamos ser fadados a viver em um país de miseráveis, como tem alguns países da África Subsariana. Nós temos que ter coragem de enfrentar o vírus. Tá morrendo gente? Tá, lamento, lamento. Mas vai morrer muito, muito mais se a economia continuar sendo destroçada por essas medidas”, disse.