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por Marcelo de Moraes

Bolsonaro atribuiu baixa taxa de óbitos por covid em países africanos à ivermectina

Equipe BR Político

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Ainda sem compromissos oficiais na agenda após a volta a Brasília, o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender, nesta terça-feira, 5, o uso precoce da ivermectina no tratamento da covid-19. Pelo Twitter, o chefe do Planalto atribuiu a baixa taxa de óbitos por coronavírus em países africanos à distribuição em massa da do vermífugo, que é usado para o tratamento de parasitas e não tem eficácia comprovada contra a covid-19.

O presidente da República, Jair Bolsonaro. Foto: Isac Nóbrega/PR

Na rede social, o presidente divulgou uma lista de nove países que integram iniciativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) de distribuição do medicamento no Programa Africano para Controle de Oncocercose, doença chamada também de “cegueira do rio”.

Segundo os dados compartilhados pelo chefe do Executivo, até 4 de janeiro de 2021, entre os países listados, o Quênia tinha o maior número de mortes por milhão de habitantes (32,1). O Brasil, até 1º de janeiro deste ano, era o 21º país do mundo em mortes por milhão de habitantes (923).

Na postagem, Bolsonaro ainda saiu em defesa do uso do medicamento antiviral nitazoxanida, conhecido como Anitta. Segundo ele, o vermífugo é capaz de reduzir a carga viral de pacientes infectados pela covid-19.

O presidente afirmou que estudo sobre o remédio foi publicado em “conceituada revista científica internacional”. Bolsonaro compartilhou junto à publicação um áudio de reportagem do programa de rádio A Voz do Brasil sobre a veiculação, pela revista científica European Respiratory Journal, de artigo científico com resultados do estudo financiado pelo governo federal.