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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Bolsonaro bate o bumbo contra vacinação compulsória

Gustavo Zucchi

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A nova obsessão de Jair Bolsonaro é com a obrigatoriedade das vacinas contra o coronavírus. Nesta terça-feira, 8, o presidente da República novamente voltou a criticar a possibilidade de uma campanha compulsória de vacinação pelo Brasil. Desta vez, durante um encontro com médicos defensores do tratamento precoce com a hidroxicloroquina, medicamento cujos estudos já demonstraram sua ineficácia ante o covid-19.

“A gente não pode injetar qualquer coisa nas pessoas e muito menos obrigar. Eu falei outro dia ‘Ninguém vai ser obrigado a tomar vacina’ e o todo mundo caiu na minha cabeça”, afirmou. “A vacina é uma coisa que, no meu entender, você faz a campanha, busca uma solução. Não pode é amarrar o cara e dar a vacina nele. A não ser em ditaduras”, disse o presidente ao lado do ex-ministro da Cidadania, Osmar Terra (MDB-RS).

Por coincidência, o presidente disse isso um dia depois de, em rede nacional, defender o golpe militar de 1964, que implementou uma ditadura no Brasil durante mais de 20 anos. Já a Constituição de 1988, marco da democracia, traz ferramentas que permita o governo obrigar as pessoas a se vacinarem. Inclusive uma lei, assinada recentemente pelo próprio Bolsonaro, traz mecanismos para a vacinação compulsória contra o coronavírus.

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