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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Bolsonaro dá munição para ser bombardeado por dissidentes do PSL

Gustavo Zucchi

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A possível saída de Sérgio Moro do governo, combinada com o flerte de Jair Bolsonaro com o centrão, abasteceu de argumentos a ala bivarista do PSL. Rejeitados pelo presidente na cisão da sigla, eles agora questionam as atitudes do presidente, que se aproxima de velhos caciques políticos e se afasta de pilares do governo, como o Moro e possivelmente até Paulo Guedes, insatisfeito com os rumos menos liberais definidos para os próximos anos. Além, é claro, da condução pouco ortodoxa diante da pandemia de coronavírus, com direito a troca do elogiadíssimo ministro Henrique Mandetta.

O presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro Foto: Dida Sampaio/Estadão

Assim, nomes que passaram a ser “persona non grata” do bolsonarismo, agora tem uma lista de atitudes presidenciais que vão de encontro ao que Bolsonaro defendia durante a campanha. “Jair Bolsonaro fecha com centrão, loteia governo, troca comando da Polícia Federal. Ministro Sérgio Moro pede demissão, e eu que sou do contra, eu que sou o traidor”, disse o deputado Julian Lemos (PSL-PB), um dos aliados mais próximos de Bolsonaro durante a campanha.

Outros nomes como a ex-líder do governo, Joice Hasselmann, e da “quase” candidata à vice, Janaína Paschoal, também tem feito críticas às recentes condutas de Bolsonaro. “Eu avisei”, afirmou Joice. “Ninguém aguenta compactuar com tanta malandragem e autoritarismo.”