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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Bolsonaro desconversa após fala de Guedes sobre AI-5

Equipe BR Político

O presidente Jair Bolsonaro se esquivou de comentar nesta terça, 26, a declaração do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre o AI-5. “Eu falo de AI-38, quer falar do AI-38, eu falo agora contigo aqui. Quer o AI-38, eu falo agora. 38 é meu número. Outra pergunta aí”, respondeu o presidente ao ser questionado pela imprensa sobre o assunto, referindo-se ao número escolhido para o partido idealizado por ele, o Aliança pelo Brasil, sob o número 38, informa o Broadcast Político.

A fala de Guedes foi dita no contexto em que criticava uma afirmação do ex-presidente Lula de que era preciso protestar nas ruas contra a política econômica do governo. “Quando o outro lado ganha, com dez meses você já chama todo mundo pra quebrar a rua? Que responsabilidade é essa? Não se assustem então se alguém pedir o AI-5”, afirmou o titular da Economia na segunda, 25, em Washington.

No dia 9 de novembro, em São Bernardo do Campo, Lula afirmou: “É uma questão de honra a gente recuperar esse país. A gente tem que seguir o exemplo do povo do Chile, do povo da Bolívia, a gente tem que resistir. Não é resistir, na verdade é lutar, é atacar e não apenas se defender. A gente tá muito, tá muito, tá muito tranquilo.”

Logo após dar a declaração, o ministro afirmou que a fizera em off (sem autorização para publicação), apesar de que ele não combinara previamente com a imprensa, a coletiva já durava havia quase duas horas e as emissoras de TV faziam transmissão ao vivo. Questionado novamente sobre a volta do AI-5, ele afirmou:  “É inconcebível, a democracia brasileira jamais admitiria, jamais apoiaria o AI-5, isso é inconcebível”.

O filho do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro, responderá, a partir desta terça, 26, a ação  no Conselho de Ética da Casa da Câmara por quebra do decoro parlamentar após fazer defesa de “um novo AI-5” em caso de manifestações nas ruas aos moldes do Chile, que deixaram dezenas de mortos e centenas de presos. Três processos contra Eduardo podem ser instaurados a pedido da oposição.

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