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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Bolsonaro disse ter ‘quase união estável’ com senador do dinheiro na cueca

Equipe BR Político

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Quinze anos depois, um novo episódio de dinheiro na cueca ocorreu no Brasil. Se em 2005 o caso envolvia o mensalão e o PT, desta vez, o flagrante ocorreu com o  vice-líder do governo no Senado, Chico Rodrigues (DEM-RR). Na quarta-feira, 14, ele foi alvo de operação da Polícia Federal, em Boa Vista, e escondeu R$ 30 mil na cueca durante a abordagem dos policiais, segundo o Estadão.

Senador Chico Rodrigues e presidente Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução/Twitter

O senador Chico Rodrigues tem como assessor parlamentar Leo Índio, primo dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, que tem livre trânsito no Palácio do Planalto. O presidente Bolsonaro ainda não se manifestou sobre o caso. Em vídeo recuperado por internautas e compartilhado pelas redes sociais, o senador se refere ao presidente como um amigo de “mais de 20 anos de Câmara dos Deputados” e houve como resposta que a parceria entre os dois “é quase uma união estável” (veja abaixo).

A investigação, que está sob sigilo, apura desvios de recursos públicos destinados ao combate à pandemia de covid-19, oriundos de emendas parlamentares. A ordem de busca e apreensão foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso.

Em nota à imprensa, Rodrigues disse que tem “um passado limpo e uma vida decente” e afirmou nunca ter se envolvido em escândalos. “Acredito na justiça dos homens e na justiça divina. Por este motivo estou tranquilo com o fato ocorrido hoje em minha residência em Boa Vista, capital de Roraima. A Polícia Federal cumpriu sua parte em fazer buscas em uma investigação na qual meu nome foi citado. No entanto, tive meu lar invadido por apenas ter feito meu trabalho como parlamentar, trazendo recursos para o combate ao Covid-19 para a saúde do Estado”, afirmou o senador.