Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Marcelo de Moraes

Bolsonaro diz que Brasil vive ‘finalzinho da pandemia’

Alexandra Martins

O presidente Jair Bolsonaro iniciou seu discurso em cerimônia de inauguração do trecho principal da Ponte Guaíba, nesta quinta, 10, em Porto Alegre, dizendo que o Brasil está “vivendo o finalzinho da pandemia”, enquanto o País se aproxima do índice de 180 mil mortos pelo novo coronavírus. Ontem, o Brasil registrou 848 mortes pela covid-19 nas então últimas 24 horas, chegando ao total de 179.032 óbitos desde o começo da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 643, a mais alta registrada desde 6 de outubro, quando foi de 652.

Autoridades em inauguração de trecho da Ponte Guaíba, em Porto Alegre.

“Me permite falar um pouco do governo. Estamos vivendo um finalzinho da pandemia. O nosso país foi aquele que melhor se saiu, ou um dos que melhor se saíram, no tocante à economia”, disse ele em Porto Alegre, ao lado dos ministros Tarcísio de Freitas, Onyx Lorenzoni, do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), e deputados federais e estaduais.

Bolsonaro voltou a repetir sua lista do que ele considera feitos do governo federal durante a pandemia, dizendo que, pela primeira vez na história do Brasil, não vai faltar dinheiro para os governadores e prefeitos pagarem o 13º salário dos servidores.

“Adiantamos para governadores e prefeitos o que seria aquela expectativa de perda de receita, com o ICMS e ISS. Não tenho notícia, pela primeira vez na historia do Brasil, de que vai faltar recurso para pagar o 13º. Assim sendo, o governo fez o possível”.

Ocorre que o próprio Estado em que discursou Bolsonaro recorreu ao Legislativo estadual para aprovar o  projeto que prevê indenização aos servidores gaúchos que receberão o 13º salário de 2020 em 12 parcelas ao longo do próximo ano, a partir de empréstimo do Banrisul ao governador Leite.

São seis anos consecutivos de parcelamento da gratificação aos servidores do Executivo gaúcho por meio de empréstimo bancário, o que, segundo a Secretaria Estadual da Fazenda, reflete o rombo das contas públicas do governo gaúcho para o compromisso.