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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Bolsonaro diz que ‘tá errado’ R$ 48 mi para auditoria do BNDES

Equipe BR Político

Ao chegar em Brasília, após viagem à Índia, o presidente Jair Bolsonaro considerou que “está errado” o valor de R$ 48 milhões pagos pelo BNDES a uma auditoria para abrir a “caixa-preta” do banco.

“Essa auditoria começou no governo Temer. E tiveram dois aditivos. O último aditivo parece, não tenho certeza, seria na ordem de R$ 2 milhões. E chegou a R$ 48 milhões no final. Tá errado. Tá errado”, afirmou Bolsonaro ao chegar no Palácio da Alvorada, nesta terça-feira, 28.

Como revelou o Estadão/Broadcast, o último aditivo do contrato, em outubro de 2019, foi realizado sob a gestão do atual presidente do banco, Gustavo Montezano. Por ele, houve incremento de cerca de R$ 15 milhões o valor do contrato com o Cleary.

“Tem coisa esquisita aí. Parece que alguém quis raspar o tacho. Não sei se vou ter tempo para estar com Paulo Guedes hoje, parece que ele está em Brasília. É o garoto lá, foi o garoto, porque, conheço por coincidência desde pequeno, o presidente do BNDES é um jovem bem intencionado. E ele que passou as informações disso que falei para vocês (jornalistas) agora, que são os aditivos. A ordem é não passar a mão na cabeça de ninguém. Expõe logo o negócio e resolve”, disse o presidente.

Na última sexta, o TCU deu um prazo de 20 dias para o BNDES dar explicações sobre o aumento do valor da auditoria do banco em operações com o grupo J&F.