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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Bolsonaro e Moro não condenam greve da PM no CE

Vera Magalhães

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Reina por ora um silêncio sepulcral por parte do presidente Jair Bolsonaro e do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, quanto à ilegalidade da greve dos policiais militares do Ceará.

Foto: Gabriela Biló / Estadão

Bolsonaro, que foi rápido em condenar a ação da PM da Bahia na morte do miliciano Adriano da Nóbrega, não se manifestou sobre a ação de grevistas que atiraram num senador da República, Cid Gomes (PDT). Pelo contrário: nas redes sociais seus filhos se limitaram a condenar a ação de Cid, que avançou contra os grevistas com uma retroescavadeira, e a bater boca com o ex-presidenciável Ciro Gomes.

Existe um temor de que o governo federal estimule nos bastidores movimentos como o dos PMs cearenses, que reforçaria a crescente “militarização” do País. Bolsonaro reforçou a presença de militares no governo. Na reforma da Previdência atuou para criar condições especiais para policiais e militares.

Internamente o governo acompanha a greve com cautela. Moro mandou a Força Nacional de segurança ao estado, mas ainda não fez manifestação institucional quanto ao caráter inconstitucional do movimento.

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