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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Bolsonaro em ‘duelo’ contra presidente cubano: ‘A mamata acabou’

Equipe BR Político

Mais um round se instala na relação entre o governo brasileiro e o cubano sobre os médicos da ilha caribenha que foram contratados para atuar no programa Mais Médicos. Desta vez, tudo começou quando o presidente Jair Bolsonaro, durante o lançamento do programa Médicos pelo Brasil, no último dia 1º, afirmou desqualificou  – sem apresentar provas ou indícios – os profissionais cubanos e disse que a presença deles no País era “um plano do PT para formação de uma guerrilha no território brasileiro” e que se eles fossem realmente bons, “teriam salvado a vida de Hugo Chávez”.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, não deixou barato e, no dia seguinte, acusou Bolsonaro de mentir sobre o programa. Ele também criticou o que chamou de submissão do brasileiro ao governo de Donald Trump. “O presidente Bolsonaro volta a mentir. Vergonhosa a sua submissão aos Estados Unidos“, escreveu o governante cubano no Twitter. “Suas calúnias vulgares contra Cuba e o programa Mais Médicos nunca conseguirão enganar o povo irmão brasileiro, que conhece bem a nobreza e humanidade da cooperação médica cubana”, assinalou. Na noite de sábado, 3, Bolsonaro também usou a rede social para contra-atacar. Desta vez, ele voltou a dizer que os médicos cubanos estavam no Brasil “em condições análogas à escravidão”. Segundo Bolsonaro, “a mamata acabou”, e agora os recursos serão usados no recém-lançado Médicos pelo Brasil.