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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Bolsonaristas em peso no ‘maior evento conservador do mundo’

Equipe BR Político

“Após décadas de escuridão, um novo facho de luz atinge terras brasileiras”. É com essa mensagem que a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC) define a primeira edição do evento em solo tupiniquim. O fórum já é tradicional nos Estados Unidos, e foi importado pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL). Os participantes se reúnem nesta sexta-feira, 11, e no sábado, em São Paulo. O presidente Jair Bolsonaro fará a abertura da conferência.

“Em um país onde as principais esferas socioculturais se mostram dominadas pela esquerda, se faz muito importante pensar e discutir o conservadorismo”, explica o site do evento. A ideia é expandir os debates e atuação da política conservadora. No próximo mês, a vinda ao Brasil do estrategista Steve Bannon, ex-estrategista do presidente Donald Trump marcará mais uma agenda conservadora no País.

Diversos membros do governo farão parte do cardápio de palestrantes. O protagonismo será da chamada “ala ideológica” – olavista. Entre eles, o chanceler Ernesto Araújo e a ministra Damares Alves, ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Até poucos dias, o nome do presidente do PSL, Luciano Bivar, estava na lista de palestrantes. Mas foi retirado após declarações do presidente Bolsonaro de que ele estaria “queimado” e de que o PSL deveria ser “esquecido”.

A organização da conferência é da ACU e da fundação Instituto de Inovação e Governança (Indigo). Vinculado ao PSL, o instituto vai arcar com todos os custos, sem patrocinadores. O Indigo é financiado com verbas do Fundo Partidário, ou seja, dos cofres públicos. No ano passado recebeu cerca de R$ 1,8 milhão. Este ano, com o crescimento do PSL, a expectativa é que o Indigo receba R$ 16 milhões, segundo o Estadão.