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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Bolsonaro fala em ‘provável execução sumária’ de Adriano

Equipe BR Político

A discórdia deflagrada no sábado, 15, entre o presidente Jair Bolsonaro e o governador da Bahia, Rui Cost (PT), sobre a morte do ex-capitão Adriano da Nóbrega seguiu pela noite de ontem com uma tréplica do presidente. Não satisfeito em culpar à tarde o PT pelas arestas que surgiram a partir da operação policial à base dos dois tiros de fuzil disparados a 1,5 metro de distância do foragido, como a de que seria possível ter poupado a vida do investigado, Bolsonaro voltou a defender em tuíte o acusado de pertencer ao grupo de milicianos Escritório do Crime, dizendo não haver até hoje condenação em desfavor “do mesmo” (Adriano), e a suspeitar da PM da Bahia como responsável por uma “provável execução sumária” de Adriano. O que não fica claro no tuíte é de que forma o PT ou o governador da Bahia se beneficiariam de uma suposta queima de arquivo, uma vez que familiares do ex-capitão são investigados por suspeitas de rachadinha no gabinete do filho do presidente.

Por fim, Bolsonaro joga na vala das incertezas a probabilidade de que as mortes de Adriano e seus apêndices possam ser elucidadas. “Os brasileiros honestos querem os nomes dos mandantes das mortes do prefeito Celso Daniel, da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes, do ex-capitão Adriano da Nóbrega, bem como os nomes dos mandantes da tentativa de homicídio de Jair Bolsonaro”, conclui.

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