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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Bolsonaro fala que policiais lhe abasteciam de informações sobre operações

Gustavo Zucchi

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Talvez em um lapso, Jair Bolsonaro admitiu há pouco na porta do Palácio da Alvorada que policiais civis e militares do Rio de Janeiro lhe informavam de operações sobre seus filhos. “O tempo todo vivendo sob tensão. Possibilidade de busca e apreensão em casa de filhos meus, onde provas seriam plantadas. Graças a Deus eu tenho amigos policiais civis e militares no Rio de Janeiro, que me falam do que estava sendo armado para cima de mim”, afirmou ao reclamar da atuação do ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro.

No vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril, divulgado nesta sexta-feira, Bolsonaro fala em um “sistema de informações privado” que funciona, ao contrário das agências de inteligência oficiais. “Informação pessoal? É um colega de vocês da imprensa, é um sargento no Batalhão de Operações Especiais no Rio, é um capitão do Exército, é um policial civil em Manaus, é um amigo que eu fiz que gosta de informações, liga pra mim, mantém contato no zap”, disse aos jornalistas quando questionado sobre o trecho da gravação.

No último final de semana, o empresário Paulo Marinho, que participou da campanha presidencial de 2018, afirmou que um delegado da Policia Federal informou para Flavio Bolsonaro que a operação Furna de Onça seria deflagrada e que iria atrás do assessor de Flavio na Alerj, Fabrício Queiroz. Disse também que a ação seria adiada para evitar que prejudicasse a disputa de Jair Bolsonaro com Fernando Haddad no segundo turno das eleições.

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