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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Bolsonaro faz pronunciamento na contramão da quarentena

Gustavo Zucchi

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Enquanto países como Reino Unido e Índia aceitam que o confinamento é a melhor resposta para a pandemia de coronavírus que assola o mundo, Jair Bolsonaro vai na contramão. Em pronunciamento em rádio e televisão aberta, o atual ocupante do Palácio do Planalto voltou a minimizar a doença. A chamou de “gripezinha” e “resfriadinho” e pediu para governadores recuarem nas medidas de contenção. “Por que fechar escolas se o grupo de risco é acima dos 65 anos”, disse. “Algumas autoridades tem de abandonar o conceito de terra arrasada”, afirmou.

O presidente Jair Bolsonaro durante o pronunciamento desta terça

O presidente Jair Bolsonaro durante o pronunciamento desta terça Foto: Reprodução/Tv BrasilGov

Bolsonaro também defendeu que a cloroquina, que está sendo testada como remédio contra o coronavírus, deve em breve ser aprovada para uso. “Confio em Deus. E ele capacitará nossos cientistas”, disse.

Mais uma vez, o atual ocupante do Palácio do Planalto deu recomendações que vão na direção oposta do defendido pelo Ministério da Saúde. A pasta tem falando em meses de isolamento social como forma de controlar a pandemia e pedido calma em relação a possíveis medicamentos, nenhum com eficácia comprovada. Por outro lado, o presidente alinha o discurso com Donald Trump. Nesta terça-feira, o norte-americano sinalizou que quer os EUA livre de medidas restritivas até a Páscoa.