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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Bolsonaro com medo de traição?

Equipe BR Político

Com receio de traições, o presidente Jair Bolsonaro “fez uma limpa” na ala do seu governo que integrou a cúpula de sua campanha eleitoral. O grupo foi substituído por amigos de longa data e nomes próximos aos filhos do presidente, em especial ao vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ). Jorge Oliveira, da Secretaria-Geral e Subchefia de Assuntos Jurídicos, e Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, viraram nomes fortes no Planalto e têm a confiança do presidente. Oliveira já foi chefe de gabinete do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), enquanto Ramos é amigo do presidente há anos. 

O presidente da República, Jair Bolsonaro

Foto: Isac Nóbrega/PR

Oliveira ocupa o cargo que já pertenceu ao ex-ministro Gustavo Bebianno, um dos principais articuladores da campanha. Outro nome forte durante a corrida presidencial foi o do atual ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que sofre desgaste já que sua pasta anda perdendo capacidade de articulação com o Congresso, segundo o Globo.

Quem também integra o “novo núcleo duro” é o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, próximo de Carlos Bolsonaro. Ramagem assumiu o posto em julho, e se aproximou da família Bolsonaro quando passou a coordenar a segurança da campanha após o atentado contra o presidente em Juiz de Fora (MG). Quem resiste desde a época das eleições é o General Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

No Congresso, a líder do governo Joice Hasselmann (PSL-SP) começa a perder influência no Planalto por sua proximidade com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Quem ganha força entre os parlamentares é o deputado Marcos Feliciano (PSC-SP). 

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